Na frugalidade trivial das coisas,
não há senso de sentido ou pessoalidade
casual, relativa ou direcionada.
As coisas são como são.
O tempo passa porque passa.
A fruta que nasce e cresce fruta
não conhecerá nem ao menos o seu próprio sabor.
Somente existirá a despeito dos fatos e eventos.
Algumas pessoas são como estas frutas,
tão desconhecidas de si e do mundo afora.
Vivem a simples frugalidade.
Não se permitem existir.
Não experimentam a si, seu cheiro
toque ou gosto.
Alguns são puramente impessoais
e vivem na superficialidade da onda,
na ponta do iceberg que dorme escondido
embaixo do seu mar de gelo.
embaixo do seu mar de gelo.
É a ignorância despercebida da vida.
Anita Campos

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