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sexta-feira, 29 de setembro de 2023

AGOSTO


Sinto muito sua ausência, 

nessa raridade de toque, a morte,

que me invade em penitência. 


No corpo que não há, 

desloco-me no mundo além, 

órfã que estou, do que não encontro mais cá. 


E descolo-me de todo passado

de lembranças,  andanças, formas,

sons, tintas, linhas e olfatos.


(Você anda a visitar-me em sonhos;

Brisas ainda frescas dos nossos

cotidianos). 


Na memória,  seu último semblante 

Seu calor materno ainda a a aconchegar-me

no leito de partida, frio e disforme.


E agora, eu me recolho em suas cinzas

Último recanto da sua presença

que ao meu lado, em paz, dorme.


AC