Leia! Há de ter a sensibilidade necessária e talvez até paciência para entender as linhas ou as entrelinhas. Há de ser puro de coração, para permitir que a poesia ou o texto o invada. Tal qual um aroma, você pode senti-lo, sorvê-lo, inundar-se, e pode até tocar as palavras, seduzindo-se pelas infinitas possibilidades de interpretações e beleza. Quisera todos tivessem a mente aberta e o espírito livre para isso!
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domingo, 5 de maio de 2013
SE VOU
Eu venho a ti como vou aos deuses
Em orações surdas, dores matinais,
inchaços de loucura.
Em sonhos de doçura cândida,
paz lívida, queixas de desejos maternais.
Eu venho a ti como procuro os anjos
Os decaídos, os excluídos, os possuídos
em rasgos de loucura.
Em lençóis frios do azul-paragem
jogado acima das nuvens e dos desvalidos.
Eu venho a ti como procuro a morte
Em obstinação muda, encontro de doentes,
fontes de loucura.
Em jazigos de solidão tão profunda
que me abafa a alma e me faz dormente.
Eu venho a ti como vou aos pássaros
Aos cheiros das rosas, das régias e anas
inflamada em minha loucura.
Em perfumes de vitórias tão inocentes
quanto os exalados pelas luxúrias mais profanas.
Eu venho a ti....
Eu venho a ti...
Anita Campos
sexta-feira, 3 de maio de 2013
MONDO
Tenho sorte nas mãos
e luas na cabeça
que giram na órbita dos meus olhos assombrados.
Tenho dourado nos pés
pois só me guio pelo caminho das pedras amarelas.
Tenho pernas de bailarina
e liberdade de cavalo selvagem.
Voou a galope à paragem dos meus sonhos
não estacionários.
Sigo o infinito com a certeza
de que encontrarei poesia
ao final do arco-íris.
E em minhas íris, contínuas luas
em suas órbitas revolucionárias.
Sigo o caminho amarelo
das pedras que um dia foram douradas.
E em passos rápidos me norteio
para sonhos tão selvagens.
Brindo a loucura
a insensatez
e o delírio.
A poesia nada mais é, que tudo isso junto.
AC
e luas na cabeça
que giram na órbita dos meus olhos assombrados.
Tenho dourado nos pés
pois só me guio pelo caminho das pedras amarelas.
Tenho pernas de bailarina
e liberdade de cavalo selvagem.
Voou a galope à paragem dos meus sonhos
não estacionários.
Sigo o infinito com a certeza
de que encontrarei poesia
ao final do arco-íris.
E em minhas íris, contínuas luas
em suas órbitas revolucionárias.
Sigo o caminho amarelo
das pedras que um dia foram douradas.
E em passos rápidos me norteio
para sonhos tão selvagens.
Brindo a loucura
a insensatez
e o delírio.
A poesia nada mais é, que tudo isso junto.
AC
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