Tal canto de sereia em alto mar
Tua luz traduz-me prece iluminada
Calor do teu seio-abrigo onde irei me afogar
No jazigo da morte, sem escuridão presente
Tenho a sorte do simples querer bendito
Estourarão faíscas de amor incandescente
Até a última hora do adeus vivido
E em teu peito, onde recolho flores
E súplicas de amor tão eloquentes
Encontrarei a paz que tanto realizo
Pois morrer de amor é partir sem dores
Sem o suplício dos enfermos e doentes
Amar até exaurir, é morte em paraíso.
AC













