Tu virastes, mansa,
a ronronar a tristeza da tua ossatura em mim.
Minha pequena bela companhia
Haverá ser mais doce que ti?
Eu tanto quis amar-te
Que te levaram de mim...
Os anjos bons em espírito
Aqueles que só precocemente
enlevam os seres bons
Tu me olhastes com teus olhos meigos,
frágeis em tua doença
tristes em tua delicadeza
Eu ouço a tua ressonância,
Eu ainda a vejo pela casa,
Eu ainda a abraço longamente
Em nosso adeus de partida.
Perdoa por tê-la deixado ir.
AC
Leia! Há de ter a sensibilidade necessária e talvez até paciência para entender as linhas ou as entrelinhas. Há de ser puro de coração, para permitir que a poesia ou o texto o invada. Tal qual um aroma, você pode senti-lo, sorvê-lo, inundar-se, e pode até tocar as palavras, seduzindo-se pelas infinitas possibilidades de interpretações e beleza. Quisera todos tivessem a mente aberta e o espírito livre para isso!
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segunda-feira, 4 de junho de 2018
LIBERDADE II
eu só quero a liberdade, ainda que tardia
eu quero o constrangimento da alforria
eu quero saber que fui sedada
mas acordei do pesadelo incompreensível
eu fugi à tempo de ti,
oh monstro cruel!
eu te matei dentro de mim,
oh dor insuportável!
eu quero o gozo de não mais olhar pra ti
esquecerei o quanto um dia, e tanto! eu morri
eu quero entender que cruzei o limite
do mal que existia em tudo que sentias
eu carreguei tua cruz tempo demais
mas sou livre agora, e nada mais
não mais ditarás os meus dias
eu assinei a carta da minha! alforria
eu me joguei à tempo,
oh monstro cruel!
antes que me engolistes por inteiro,
oh monstro traiçoeiro!
de toda sordidez dos teus vis atos
levastes até mesmo meu abandono,
mas refugiei a paz dos teus assaltos;
fugi eterna de ti, virei meu dono.
AC
eu quero o constrangimento da alforria
eu quero saber que fui sedada
mas acordei do pesadelo incompreensível
eu fugi à tempo de ti,
oh monstro cruel!
eu te matei dentro de mim,
oh dor insuportável!
eu quero o gozo de não mais olhar pra ti
esquecerei o quanto um dia, e tanto! eu morri
eu quero entender que cruzei o limite
do mal que existia em tudo que sentias
eu carreguei tua cruz tempo demais
mas sou livre agora, e nada mais
não mais ditarás os meus dias
eu assinei a carta da minha! alforria
eu me joguei à tempo,
oh monstro cruel!
antes que me engolistes por inteiro,
oh monstro traiçoeiro!
de toda sordidez dos teus vis atos
levastes até mesmo meu abandono,
mas refugiei a paz dos teus assaltos;
fugi eterna de ti, virei meu dono.
AC
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