breves, mas solidários, relatos
nem sempre leves, da vida.
Gosto de ter os retratos
das estações que passam pois
são estes retratos que denunciam:
como tudo é breve na nossa história e
portanto tudo deve ter um relato.
Pois isto é fato: porta-retratos
só contam histórias leves
de fáceis sorrisos, abraços encontros
e os risos frouxos dos nossos filhos.
Gosto das molduras novas ou envelhecidas
que encaixilham vidas nos segundos
breves, tão eternizados,
dos fatos relatados
das nossas breves vidas.
Gosto da suspensão
divina e resoluta em que
emolduramos os voos solitários
ou mesmo solidários das nossas
eternas
breves
vidas.
(Que a vida pode conhecer de maior candura
do que estes laços leves, os
longos abraços e os maiores passos
breves ou eternos, que vivemos ternamente
a recontar).
AC

























