É tanto tempo
Que tanto cansa
Tão desatento
Sem esperança
Tanto me alenta
Quanto descansa
Sem teto abriga
Desgorvenança
Desordenado
E sem aliança
Tão comedido
E sem confiança
De longe ruge
De perto amansa!
AC
Leia! Há de ter a sensibilidade necessária e talvez até paciência para entender as linhas ou as entrelinhas. Há de ser puro de coração, para permitir que a poesia ou o texto o invada. Tal qual um aroma, você pode senti-lo, sorvê-lo, inundar-se, e pode até tocar as palavras, seduzindo-se pelas infinitas possibilidades de interpretações e beleza. Quisera todos tivessem a mente aberta e o espírito livre para isso!
É tanto tempo
Que tanto cansa
Tão desatento
Sem esperança
Tanto me alenta
Quanto descansa
Sem teto abriga
Desgorvenança
Desordenado
E sem aliança
Tão comedido
E sem confiança
De longe ruge
De perto amansa!
AC
É tempo, agora,
de reciclar a dor.
Fazê-la andar em círculos,
circuitos desalinhados.
É tempo, agora,
de expiar as culpas
(Ou as desculpas não ditas,
encalhadas fundo na alma).
É tempo, então,
de ser sorrateiro e vago,
ausente de alguma esperança.
Pés recuados no chão frio,
amor que não mais me alcança.
AC