um delicioso vício.
De perscrutar as pessoas,
assisti-las à distância,
tão distante em seus mundos.
Vejo os poetas e os impotentes;
os arrogantes e os indecentes;
os arrojados e os descrentes;
os de dente amarelado,
os de cara amuada,
os muito felizes.
Como um bom e velho vinho,
afogada nas minhas abstrações tintas,
sentindo-me entre tudo e todos
tão similar e tão distinta,
tudo tão igual e diferente.
Tenho menos paciência
para os previsíveis.
E desculpem-me os obtusos
mas abrir-se ao mundo é fundamental.
Na minha soberba um pouco louca,
(sem com isso receitar milagres ou cura)
recomendo exercícios, frutas
e sempre, uma boa leitura.
AC
AC

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