Total de visualizações de página

terça-feira, 23 de agosto de 2011

06 ANOS


                   (para Clara)


Em que instante exato você cresceu, minha pequena?
É com susto nos olhos e aflição na alma que me pergunto isso.
Em que momento você deixou de ser aquele ser dependente,
frágil e complexo que um dia tomei nas mãos.

Como eu tinha medo de te deixar cair; de não saber te segurar;
Mas nunca, nunca, tive medo de tanto te amar.
E foi com você, minha princesa, que descobri o prazer de viver.
E o amor, bola de neve, avalanche de sentimentos, então só fez crescer.
 
Como aprendi e aprendo tanto com você, minha doçura.
No seu comportamento adequado e sensato.
Com a lucidez dos seus atos,
com o ordenamento dos seus sentimentos.

Você já nasceu moça, mas isto não deteve seu mundo de faz de conta,
isto não te impediu ou te impede de ser criança,
pois você congrega graça a atitude,
amadurecimento e alegria, pequena professora da infância.

Sua sensibilidade e argúcia me assustam,
e eu reluto em aceitá-la tão "grande", proibindo-a de crescer.
Embora saibamos que o pássaro voa para longe,
e desejemos que ele vá livre e encontre o seu querer.

Então, se é assim que as coisas acontecem, inevitavelmente,
eu desejo pra você, meu amor, o futuro mais pleno de alegria,
que de luz e clareza sejam feitos todos os seu dias,
ontem, hoje, para sempre, eternamente.

AC

Um comentário: