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quarta-feira, 28 de maio de 2014

DIA DAS MÃES

Difícil definir o sentimento materno.
Certamente habita o local das grandes emoções, dos grandes terremotos ou furacões afetivos.
A Mãe que habita em mim tem um pouco de tudo:
de santa, de destemida, de cúmplice, de rigorosa,
de aflita, de neurótica, de tranquila,
de chata, de louca, de apaixonada.
Longe de mim ser uma mãe perfeita!(Tenho medo delas!)
Sorvo cada minuto que estou com elas.
Quanta vezes, quando finalmente estamos juntas,
passo o tempo simplesmente a olhá-las e a querer registrar
cada minuto que passa, cada gesto, cada sorriso,
cada indagação.
E tenho certa obsessão pela maravilhas das mãozinhas,
pela quais vou medindo dentro de minha própria palma, ou alma,
o registro do seu crescimento.
Acima do sentido para uma existência,
definitivamente, se elas me trouxeram algo, foi me tornar
alguém mais feliz.

Plantei dois botões de rosa,
enamorada que sou das rosas,
e elas exalam tanto perfume
que o seu cheiro infantil me acompanhará
tal qual sombra agarrada,
em todos meus instantes,
em cada minha jornada.

AC