Anita, Anita
Onde estás tu?
De que lado sombrio te resgato agora
Da ilusão partida em mil pedaços
Multiplicada em mil elementos
Anita, Anita
Onde escondo tua criação
Tão aflita a procurar pelo amor
Que não encontras nem em divinos sonhos
Anita, Anita
És esta criatura vítima de ti mesma
A reciclar tua tristeza em eternidade
A trazer sempre tua caixa de loucuras
Anita, Anita
Estás cansada de procurar a ti mesma
Em todos os lugares e a nunca encontrar
És a a corda rompida no alto da escada
E tu cais, Anita
Rápida como uma flecha
Certeira em teu tombo final.
E eu te assisto, somente,
Nas tuas mil quedas,
No alto do vão da tua infelicidade.
AC
Leia! Há de ter a sensibilidade necessária e talvez até paciência para entender as linhas ou as entrelinhas. Há de ser puro de coração, para permitir que a poesia ou o texto o invada. Tal qual um aroma, você pode senti-lo, sorvê-lo, inundar-se, e pode até tocar as palavras, seduzindo-se pelas infinitas possibilidades de interpretações e beleza. Quisera todos tivessem a mente aberta e o espírito livre para isso!
Total de visualizações de página
segunda-feira, 24 de julho de 2017
ASFIXIA
Que sei eu das coisas belas?
Que sei eu das coisas felizes?
Sou o peixe asfixiado do lado de fora.
Que sei eu do que espero de mim?
Que seu eu da espera por algo?
Sou a moça de cabelos negros no leito de morte.
Que sei eu dos desencantos vividos?
Que parte tenho de uma alegria fatiada?
Sou o sangue coagulado no estilhaço da bala.
Quem haverá de procurar por mim?
Onde se resgatam os sonhos rendidos?
Sou o corpo do indigente, urgente a necessitar de cal.
Que sei eu das janelas fechadas?
Como saio destes labirintos?
Sou somente um corpo a esperar sua alma.
AC
Que sei eu das coisas felizes?
Sou o peixe asfixiado do lado de fora.
Que sei eu do que espero de mim?
Que seu eu da espera por algo?
Sou a moça de cabelos negros no leito de morte.
Que sei eu dos desencantos vividos?
Que parte tenho de uma alegria fatiada?
Sou o sangue coagulado no estilhaço da bala.
Quem haverá de procurar por mim?
Onde se resgatam os sonhos rendidos?
Sou o corpo do indigente, urgente a necessitar de cal.
Que sei eu das janelas fechadas?
Como saio destes labirintos?
Sou somente um corpo a esperar sua alma.
AC
Assinar:
Postagens (Atom)