Aí estás ti que me vigias
Num silente perscrutar de minhas dores
A morte a rondar-me
e a subtrair meu mundo.
Que tempo que é.
O tempo do repasse rápido e fugaz
Sombra da morte,
essência da minha frugalidade.
Memórias se esvaem nas fotos,
templos vazios que não mais existem.
Eu te procuro, mãe, em todos
os buracos da minha existência
Eu te refuto, morte,
antítese nossa de cada dia,
O mundo que não há, mãe que se foi,
nesse incessante velar de vigilância.
AC