A rosa que cultivo bela em meu jardimanda sem prosa.
A linda escarlate rosa,
de puro sangue,
de sangue azul.
Tão murcha anda a bela flor,
triste e formosa
-famosa rosa.
Que cortei seus espinhos fora
para que nela
não oferecessem dor.
Mas sua dor, tão dolorosa,
não veio do espinho
e sim do amor.
Porque bela e tão garbosa
a bela flor, se apaixonou.
Pensas então que as tão cheirosas,
as melindrosas,
não sentem amor?
E como! pois sendo rosas,
são o retrato do verso em flor.
A rosa que cultuo forte em meu jardim
me abandonou.
E agora vivo sem rosa,
sem graça ou prosa
sem flor, com dor.
AC
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