Talvez existam no Jardim do Édenflores e caules e frutos
e raízes de tanta beleza.
Palmeiras imperiais orquestrais.
Flora de tanta riqueza.
Regaço de repouso lírico
onde a alma é sápida e cristalina.
Ela flui como a água que verte da fonte
da vida,
rica e abundante.
Como são gloriosos os troncos
de retorcidos anos.
De tantas histórias, alegrias,
presságios e amores
que, um dia,
já presenciaram.
Príncipes em regentes suspiros,
princesas em corpetes arfantes.
Namorados no entrelace vívido
de suas fulgurosas paixões.
Todos, todos que passam
pressentem os anjos
que moram neste lugar.
Esgueirados nas copas,
nos espiando ao longe,
entre orquídeas e brasis
de vermelho vivo incandescente.
Tudo é vivo e calmo,
presságio do paraíso desejado;
mesmo no frio orvalhado
ou sob o sol da cidade de calor inclemente.
AC
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