
Não me trague em sua voracidade.
Não tente me decifrar!Não rompa a beleza do enigma
que me encobre, nos separa e lhe paralisa.
Não tente enxergar os meus sonhos,
cadeias de ideias iluminadas.
Na minha louca tentação narcisista,
não tenciono delegar-lhe nada!
Não queira sorver os meus poemas,
minha doce delinquência inata;
sou inteira e não entrego meus ardores,
minhas cores, meus sonetos, minhas sonatas.
Não venha com suas dores abusivas
pois não creio entendê-las ou velá-las;
nesta sua vã tentativa suicida
não sufocar-me-ei neste mundo de piadas.
Não pretendo que você me entenda,
abstenha-se ao seu ritmo deslocado!
E no seu vexame de personagem secundário,
só pare e ouça, obedeça e se cale.
aC
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