Você foi como a lua,
com tua face desconhecida,
me prometendo afetos ligeiros,
rasos e fugazes...
E eu quis te dar o meu céu,
para você desfilar inteiro.
Te dei meu leal firmamento,
e até acreditei na beleza
da tua melancolia.
Me valia das tuas palavras
e do teu comprometimento.
Te dei muitos versos formosos,
extraídos em pura alegria.
Mas sorte ruim, a minha,
a desse vagar incerto,
no deserto do teu céu sem coragem,
confuso, furtivo e fugidio.
Que essa luz nunca seria tua,
pois no céu a lua reluz,
somente do sol, o reflexo.
AC