Sinto muito sua ausência,
nessa raridade de toque, a morte,
que me invade em penitência.
No corpo que não há,
desloco-me no mundo além,
órfã que estou, do que não encontro mais cá.
E descolo-me de todo passado
de lembranças, andanças, formas,
sons, tintas, linhas e olfatos.
(Você anda a visitar-me em sonhos;
Brisas ainda frescas dos nossos
cotidianos).
Na memória, seu último semblante
Seu calor materno ainda a a aconchegar-me
no leito de partida, frio e disforme.
E agora, eu me recolho em suas cinzas
Último recanto da sua presença
que ao meu lado, em paz, dorme.
AC