Meus moinhos empurram meus ventos da solidão.
Ventos frios, vazios, abandonados.Tão triste ter tristes ventos!
Contratempos de solidão, em desalentos
amedrontados.
Meus moinhos afastam minhas ilusões
e não as recriam, ou nem as sonham,
como um Quixotes mal amado,
em cujo coração desfigurado
recordações irreais povoam.
Meus moinhos desfazem os abismos
de medo, infortúnio ou temor;
a dor que em minha face estampa as
rugas inexpressivas e sem cor.
Meus moinhos são meus missionários,
mensageiros dos meus clamores;
esvaziam minha sede do nada
esgotam meus receios aflitos,
boicotam meus anseios ordinários!
AC
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