Tenta-me, assusta-me, persuada-me.
Clareia tuas ideias absurdas
e traduza-as para mim.
A ti (quase) tudo é permitido,
as tuas férteis miragens,
os teus árduos enganos,
castelos feitos de areia,
teus moinhos de ilusão.
Conserta-me, abraça-me.
Segura-me, sustenta-me.
Firma-me em tuas mãos
se não gigantes também não pequeninas,
mãos humanas.
Em ti procuro o meu abrigo,
estaria certa em voltar ao teu ventre?
Estaria certa em delegar-me a ti?
Aceita-me, acata-me.
Vela-me, procura-me.
Encerra em meu próprio ciclo
o teu próprio ciclo,
o nosso existir.
AC

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