Pois o passado em memória é registrado
E não posso nem quero tê-lo dissociado
Dos dramas e alegrias que carrego.
Na minha fronte, nas enriquecidas rugas
Ele reflete, nos meus modos crenças e abismos
E se não desejo viver minha vida com sofismos
Meu peito o acolhe com suas luzes ou suas fugas
Meu passado é meu presente tão recente
Que nele mal esqueço o que recordoE mal apago o que ele em mim acende
Nos braços do distante ainda durmo e acordo
E do futuro não me importa o que há de presenteNesta obtusa vida, em seu círculo remoto.
AC

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