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domingo, 18 de setembro de 2011

O CARNAVAL DOS TRISTES

(Histórias tristes, sempre,
os amores universais)

O Pierrô e A Colombina.
Os apelos pelo amor não consentido,
não deflagrado.
Pierrô chora pelo amor inacabado.
Colombina, olhos dissimulados,
Capitu dos doidos carnavais,
não ama, não sente, não esclarece.
O amor de Pierrô é solitário,
desolado; ele falece
nas saias evasivas da Colombina,
máscara infeliz de uma promessa
nunca cumprida.
Colombina quer dançar seu carnaval louco,
sedutora e volúvel.
Pierrô é o palhaço inverossímil,
indissolúvel.
Ele é a aflição, o sentimento;
ela é a pura ambição de pequeninos segredos
em multifragmentos.
A louca nunca revelada,
que denuncia no beijo sorrateiro
sua alma tão disfarçada
na fantasia esvoaçante.
Colombina e Pierrô,
a pantomima do amor
tão triste, tão fatal, tão errante.

AC

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