sobre o sabor adocicado das manhãs.
E descubro em delírios os cheiros
agridoces, hortênsias, maçãs e hortelãs.
Guardo no fundo do peito e dentro da alma
breves confissões.
Versejo dores e alegrias,
amor, alquimia e sóis de verões.
Não pretendo deste mundo ou do outro
vagas ou vis elucubrações.
Eu só falo o que me é profundo e
me perco no pátio das abstrações.
Eu sou o destino e a força;
o amor a galope;
a inconstância a caminho.
Eu sou o que não me define;
um retrato e um espelho
e o amor tão sublime.
AC

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