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terça-feira, 20 de setembro de 2011

LÁPIDE

                  ( para Ados)

Quando minha amada morreu
que dor! Deus,
pensei que não existisses!
Pois com podem as faces tão belas e felizes
virarem, por feitiço, coisa inerte?
Onde foram parar os sentimentos,
os pensamentos,
os suspiros.
Menos dor sentiria se ao menos soubesse
que estás em lugar seguro.
Ergo os olhos pro céu,
e meu sentimento de aflição se avoluma
com a dimensão que acima me pesa.
Não, certamente não estás lá.
Nem estás em uma câmara de vidro,
minha gelada princesa,
a esperar o meu beijo curativo,
eu, que sou um príncipe sem espada ou cavalo.
Levo no peito um brasão,
mas é a chama do amor que reclama,
que dói, que arfa, vendo sem querer acreditar.
Oh amada, tu partistes sem me deixar,
pois descobri que tua alma, então,
nunca sairá do meu coração!

AC

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