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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

BAILARINA


Entra, bailarina, entra.
Gira em tuas pontas dóceis
e voa com teus braços diáfanos.
Não lutas contra a gravidade;
subverte-a!
Para ti leis da física não existem
quando te alças aos vôos
extraordinários,
às piruetas de exaustão
e labirinto.
Roda, bailarina, roda,
com teus tutus esvoaçantes
e panturrilhas de mármore.
Na tua dança de vida,
(onde os cisnes se recolhem)
(onde as Giselles morrem)
(onde Clara brinca com seu quebra-nozes)
tu não és unicamente humana;
há algo de divino em ti,
com teus longos e magros braços
a alcançar, mais que os palcos,
simplesmente o paraíso.

AC

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