Destrói, devora loucamente.
Feroz, atroz, inconsequente.
Nutre-se do sangue e do pavor alheio
e tal qual vampiro, é sorrateiro.
Insidioso e de conduta esperta,
alma impiedosa e também malévola.
Por sua essência, bicho primitivo,
aflorando a loucura que em si desperta.
Cruel em seu sadismo insaciável,
instala-se no medo que provoca,
regozija-se no assombro que evoca,
surta em abismos diabólicos de espanto.
O homem sendo o bicho do homem.
Não tolera, não amansa e não perdoa.
Desbrava sua maldade infinita,
e sorri ante o horror da vítima.
Que loucuras abrigará sua mente?
Que torturas perpetrará aos crentes?
Que doença e invalidez de sentimentos
povoam sua alma insolente?
O homem é lobo em pele do cordeiro.
Apraz-se no desvio de conduta,
rasteja tal qual a má serpente.
Humilha-se e depois nem se ressente.
Caprichoso e indiferente nesta labuta,
bebe do fel sinistro das dores alheias
e dorme sano com ardores que imputa.
Muito cuidado pois, com o bicho homem,
pois dele precisa certo afastamento.
Pois as guerras, torturas e tiranias
formam seu reino de infortúnio e vilania.
AC

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