Você veio pra mim sem dores,
meu doce bebê de ouro.
Dentro da minha barriga redonda
como uma lua plenamente cheia,
não sabia que guardava tanto encanto.
A ternura estava lá contida;
não lhe conhecia o sorriso fácil e muito aberto,
o brilho de sua alma tão liberta.
O seu choro foi alto e forte,
( primeira reclamação que fez a mim!)
Você quis meu colo, e aquietou-se
como um passarinho no
refúgio onde o mal não existe.
Ontem, você me disse: eu te amo.
E eu lhe quero tanto, mas tanto,
que hoje sou eu que me aninho
em seu corpinho infantil,
paraíso das horas em que
nada mais no mundo existe
e também o mal nao me encontra.
Nestas horas, estamos só nos duas soltas
no tempo e no espaço
a girar entrelaçadas, corpo e alma,
amor em êxtase, mãe e filha,
sublime amor.
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