Leia! Há de ter a sensibilidade necessária e talvez até paciência para entender as linhas ou as entrelinhas. Há de ser puro de coração, para permitir que a poesia ou o texto o invada. Tal qual um aroma, você pode senti-lo, sorvê-lo, inundar-se, e pode até tocar as palavras, seduzindo-se pelas infinitas possibilidades de interpretações e beleza. Quisera todos tivessem a mente aberta e o espírito livre para isso!
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terça-feira, 13 de novembro de 2012
SONETO DAS OITO PATAS
Perfilam a um canto as aranhas entretidas
A fiar e desfiar suas teias de rosário
Entre linhas e remendos queixam-se da vida
As velhas damas, na perícia do trabalho
Mentes e patas afinadas em locomoção
Confusa, a mesma linha que tecem
São um guia em contínua produção
E ao tempo que fiam também rezam preces
Nas teias formadas com tanta mestria
A beleza se confunde com o desejo
De embalar as presas que virão tardias
Pobres sombras cujo destino não almejo
E ao orar no rosário das teias vazias
Pedem pela alma do desavisado andejo
AC
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