A vida está aqui, recolhida.
Pétala por pétala, dia após dia,
no verso incerto, precisão inexata.
Sinto o pulsar dos martelos que vibram.
Como é rude o seu ritmo,
tambor sonoro lançado ao vento.
Na face das minhas meninas, o acalanto.
Mães são o amor seguro,
filhos, o amor verdadeiro.
E sinto o amor;
como um doce toque de águas mornas
no fim da tarde.
Contemplo as pedras
que vivem mil anos.
Mil anos me dessem, não iria querer tê-los.
Porque o que é doce, passa.
O gosto doce, o perfume,
o dia em sua trajetória graduada.
A vida se oferece em demasia.
E o pensamento, refúgio da palavra;
E a palavra, pensamento em pronúncia - se anuncia.
A vida é bela? É! Se é!
A vida é rude? É! Se é!
Pedras não falam, se calam.
AC

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