Leia! Há de ter a sensibilidade necessária e talvez até paciência para entender as linhas ou as entrelinhas. Há de ser puro de coração, para permitir que a poesia ou o texto o invada. Tal qual um aroma, você pode senti-lo, sorvê-lo, inundar-se, e pode até tocar as palavras, seduzindo-se pelas infinitas possibilidades de interpretações e beleza. Quisera todos tivessem a mente aberta e o espírito livre para isso!
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
MIMOS
Tragam-me os santos e as palavras.
O azul liso, absoluto.
As rosas frescas e os segredos abissais.
Tragam-me Carlos; e Cecília.
A menina de olhos capitunianos.
O branco frio dos lençóis virginais.
Tragam-me a moça de pontas.
A sapatilha esgarçada e puída,
flagelo dos vôos descomunais.
Tragam-me a embriaguez e os prazeres.
A nudez bela porque inibida.
Os embargos comportamentais.
E trouxeram-me os santos,
a água marinha,
as pétalas,
a dissimulação,
os músculos e o desejo reprimido,
e tudo o mais que reclamava.
Fiquei com Cecília e as palavras.
AC
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