Onde estão as pessoas?
Onde estão?
Em suas casa vazias?
Em suas almas vazias?
Onde está a solidão?
Mora dentro de mim?
Palco de dramáticos conflitos
nas peças teatrais da minha vida...
Onde está o carinho?
O despretensioso,
o cheio de alegria,
com seu gosto de doce
e cheiro da rosa
colhida no momento
do seu maior deslumbre.
Onde está o azul dos dias?
O azul do inverno,
o mais belo dos azuis,
senhor soberano das cores.
Onde está a minha tristeza?
Retida nas minhas amarguras,
frustrações e invalidez
de sentimentos?
Onde está a minha morte?
Eu que tanto a espero,
mesmo sabendo ser calunioso
renegar a vida.
Eu vivo de perguntas;
de palavras escritas
que me fazem
a doce compainha das horas.
Eu vivo de anteparos
para minha queda.
Eu vivo de tristes constatações.
AC

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