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terça-feira, 29 de novembro de 2011

SEGUNDO DE INTENÇÃO

Tenho sido breve nestes relatos,
breves, mas solidários, relatos
nem sempre leves, da vida.
Gosto de ter os retratos
das estações que passam pois
são estes retratos que denunciam:
como tudo é breve na nossa história e
portanto tudo deve ter um relato.
Pois isto é fato: porta-retratos
só contam histórias leves
de fáceis sorrisos, abraços encontros
e os risos frouxos dos nossos filhos.
Gosto das molduras novas ou envelhecidas
que encaixilham vidas nos segundos
breves, tão eternizados,
dos fatos relatados
das nossas breves vidas.
Gosto da suspensão
divina e resoluta em que
emolduramos os voos solitários
ou mesmo solidários das nossas
 

eternas


breves


vidas.



(Que a vida pode conhecer de maior candura
do que estes laços leves, os
longos abraços e os maiores passos
breves ou eternos, que vivemos ternamente
a recontar).
 

AC

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