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terça-feira, 29 de novembro de 2011

FIM DE UM ANO

Finda novembro.
É tempo de iniciarmos as despedidas.

O que foi, talvez pudesse ter sido diferente.
Mas o que foi já era, é agora ausente sem presente.

O que eu gostaria, terá sempre chance de recomeçar.
Pois tudo se reinicia;  voo incessante nunca completo
nesta louca ciclotimia.

O que nunca deveria ter ocorrido,
farei de conta que não ocorreu.
Quero longe de mim tudo que em mim morreu.

O que poderia ter sido, que retorne ao desejo de se refazer.
Alegrias, distrações, loucuras sãs,
ao que de leve a vida tem a oferecer.

O que não aconteceu, dou ao destino
ou ao acaso, no tempo não quero o que
não se reteve ou o que retrocedeu.

Por fim, este fim que nunca acaba
(a não ser quando se vai definitivamente)
tudo termina para ser possível recomeçar
daqui pra frente.

Breve dezembro.
Te aguardo em breve.

AC


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