Eu sonhei contigo, mas me roubaste
meu sonho doce.
Teci a manta do desapontamento
Eu que tanto te quis nos mais doce
dos meus sonhos
Mas retiraste o cobertor
que me faria feliz
Eu quis acarinhar-te, mas não quiseste
meu cuidado
Vesti o refúgio da tristeza
E cobriste de desencanto
uma boa parte da minha existência
Eu lembrei do tempo em que,
pensava, iria me apresentar ao enlevo
Mas o enlevo se desfez
ao não me fazer tua escolhida
E desde muito, então,
talvez desde sempre,
recolhi em minh' alma a camada fria,
amarga e sofrida
- de sonhos roubados-
da desilusão.
AC
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