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domingo, 30 de agosto de 2015

CAMADAS

Eu sonhei contigo, mas me roubaste 
meu sonho doce.

Teci a manta do desapontamento

Eu que tanto te quis nos mais doce
dos meus sonhos

Mas retiraste o cobertor 
que me faria feliz

Eu quis acarinhar-te, mas não quiseste
meu cuidado

Vesti o refúgio da tristeza

E cobriste de desencanto
uma boa parte da minha existência

Eu lembrei do tempo em que,
pensava, iria me apresentar ao enlevo

Mas o enlevo se desfez
ao não me fazer tua escolhida

E desde muito, então, 
talvez desde sempre, 
recolhi em minh' alma a camada fria,
amarga e sofrida
- de sonhos roubados-
da desilusão.

AC




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