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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

ETERNO


Ainda te carrego dentro de mim,
tua  alma possuída em minha sede.
Teu jeito de infância
não compartilhada.
Meu crescer longe de ti.
Minha maturidade atrás
do querer não consumado.
E assim acostumo a tocar a vida
avante, levando nas lembranças
teu jeito de menino obediente.
Tua docilidade e quiçá tuas estranhezas.
Este sorriso tão aberto, tão gentil;
o cheiro não compartilhado.
O tempo é longo, a vida é curta,
em percurso meu caminho a ti
é tão distante.
Sinto que talvez nunca chegarei lá.

Ainda te carrego dentro de mim,
minha alma em teu ser aprisionada.

AC




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