Em homenagem à poeta Florbela Espanca
Ai que em tanto em ti me reflito!
Desde o primeiro dia em que a li...que lindo!
Rendi-me ao teu caldeirão de sentimentos,
aos teus tormentos tão revividos,
tuas mágoas apaixonadas.
Amastes tanto, e a todos e cada um,
em todas as horas e em cada momento,
mergulhando no turbilhão fragilizado
dos teus afetos afora.
E viajastes pelo universo da tua agonia,
alcançando cometas, mantos solares,
estrelas em cadência de versos,
planetas e vícios lunares.
Ai que em ti tanto me sinto!
Quando pressinto nas palavras esta demência
eloquente!
Quando os versos me cegam, tal qual
paixão inconsequente!
E as horas contém medos virginais,
e os medos, amores em tudo o que se sente!
Pelos tantos amores vividos ou não... prosastes...
Pelo irmão prematuramente partido... chorastes...
Tu, flor do meu jardim,
fragilmente retirada
antes do teu completo desabrochar,
em tua rápida existência preenchida com
o amor dos loucos e dos insensatos,
o amor de poucos e dos fanáticos,
doou-se tão por completo que é isso
que a minha alma aclama:
O teu viver fantástico!
AC

Desde o primeiro dia em que a li...que lindo!
Rendi-me ao teu caldeirão de sentimentos,
aos teus tormentos tão revividos,
tuas mágoas apaixonadas.
Amastes tanto, e a todos e cada um,
em todas as horas e em cada momento,
mergulhando no turbilhão fragilizado
dos teus afetos afora.
E viajastes pelo universo da tua agonia,
alcançando cometas, mantos solares,
estrelas em cadência de versos,
planetas e vícios lunares.
Ai que em ti tanto me sinto!
Quando pressinto nas palavras esta demência
eloquente!
Quando os versos me cegam, tal qual
paixão inconsequente!
E as horas contém medos virginais,
e os medos, amores em tudo o que se sente!
Pelos tantos amores vividos ou não... prosastes...
Pelo irmão prematuramente partido... chorastes...
Tu, flor do meu jardim,
fragilmente retirada
antes do teu completo desabrochar,
em tua rápida existência preenchida com
o amor dos loucos e dos insensatos,
o amor de poucos e dos fanáticos,
doou-se tão por completo que é isso
que a minha alma aclama:
O teu viver fantástico!
AC

Apeles Espanca, irmão de Florbela.
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