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terça-feira, 4 de outubro de 2011

SONETO DA LINHA DO TEMPO



Há na infância em tudo uma fantasia oculta
Que colore em belas guaches a realidade
Da infância tem-se sonhos e saudade
Tão distante e tão errante é a vida adulta.
   
E alcançamos com desejo a mocidade
Onde os deuses até mesmo nos invejam
Pois nem Deuses são tão livres! E almejam
esta louca, linda e rara liberdade.
 
Quando maturamos este ciclo do existir
Descobrimos o muito além que nos espera
Viés da vida antes prosada em esperanto

Podem ser que os sonhos virem uma quimera
Uma brisa no passado em seu encanto
Mas mesmo ainda há o que sonhar e persistir


AC

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