Mas não um beijo qualquer.
Roubei o beijo dos ventos
e o beijo das manhãs,
fresco, azul e orvalhado.
Roubei o beijo das crianças
e o beijo dos velhinhos,
inocente, quente e adocicado.
Roubei o beijo dos docinhos,
das trufas e dos pães de mel,
sublime, macio e açucarado.
Roubei o beijo do infinito,
do fim dos mundo e dos tempos,
arisco, bendito e enamorado.
Sob os olhos do luar,
fiz-me inteiro neste beijo.Coloquei em suas mãos
o meu amor verdadeiro,
meu sorriso cabreiro,
meu suspiro derradeiro.
Dá-me meu beijo de volta!
Brejeiro....
AC

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