Há algo de incômodo no Teixeira Gomes
Algo que me remonta
ao pai ausente,
à infância sem irmãs.
E quando penso no Teixeira Gomes,
tenho gravado em mente
aquela cena do final da tarde de 1979.
Você, nunca presente,
estacionou do outro lado da rua.
Veio ao meu encontro se despedir
- da partida inerente.
Que sabe uma criança
da separação dos pais?
Pois nada senti, mas aquela cena,
dormente,
repousa viva na minha memória.
Uma das poucas vezes em que vi
que você, olhos marejados,
olhos de mar, talvez se importasse
com a criança que deixou ali.
(Pra sempre).
AC
Leia! Há de ter a sensibilidade necessária e talvez até paciência para entender as linhas ou as entrelinhas. Há de ser puro de coração, para permitir que a poesia ou o texto o invada. Tal qual um aroma, você pode senti-lo, sorvê-lo, inundar-se, e pode até tocar as palavras, seduzindo-se pelas infinitas possibilidades de interpretações e beleza. Quisera todos tivessem a mente aberta e o espírito livre para isso!
Intenso.
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