O médico.
A solidão fria do consultório
A imprecisão diagnóstica
do tato sem amor,
tal odor sem olfato.
O desumano.
Que há em mim e em ti
revelado nos olhos cansados,
perante ombros resvalados
a esmiuçar dor tão errante.
A dor.
A que aproxima e repele
a nossa mortalidade
O médico está acima do homem
ou consome sua vitalidade?
O que há dentro?
Tantos órgãos... ou sonhos?
Tantas doenças... ou medos?
Indecisões.. ou arremedos?
A cura da alma
ou o remédio que acalma?
(O coração, que bate resistente,
no peito almeja simplesmente
o ritmo pulsante, vivo e quente....
.... do amor.)
AC
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