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terça-feira, 24 de novembro de 2015

O GREGO

O médico.
A solidão fria do consultório
A imprecisão diagnóstica
do tato sem amor,
tal odor sem olfato.

O desumano.
Que há em mim e em ti
revelado nos olhos cansados,
perante ombros resvalados
a esmiuçar dor tão errante.

A dor.
A que aproxima e repele
a nossa mortalidade
O médico está acima do homem
ou consome sua vitalidade?

O que há dentro?
Tantos órgãos... ou sonhos?
Tantas doenças... ou medos?
Indecisões.. ou arremedos?
A cura da alma
ou o remédio que acalma?

(O coração, que bate resistente,
no peito almeja simplesmente
o ritmo pulsante, vivo e quente....
.... do amor.)

AC

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