" O olhar indiferente é um perpétuo adeus.
Malcolm de Chazal"
Eu guardo em mim a gentileza dos fortes
Eu sou o portentoso navio que segue
no mar tormentoso da tristeza
Eu sou a águia que enxerga além
dos alheios voos comezinhos
Eu me mantenho digna perante as indiferenças
Eu recrio meu sorriso cada vez
que em minha alma sou levada pela aflição
Eu consigo me manter de pé apesar
dos fragmentos de felicidade
Eu vivo cada dia com dois imensos corações
no peito
E quando o meu coração está cansado,
ritmo oscilante, esse grande amor
me retroalimenta
Eu finjo a coragem dos que necessitam
passar pelos trovões de resistência
Eu enfraqueço a dor com a certeza
de que a vida, maior e melhor que mim,
prosseguirá.
Eu, tantas vezes pequenina,
tantas vezes sozinha,
frágil e perdida...
resgato, de alguma forma,
de alguma sorte,
em alguma vida,
em algum sentido,
o que preciso para ir...além.
AC
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