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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A ILHA 2



Eu não quero assim, os dias poucos.

Roucos como pássaros sem canto.
E preciso das rotas de fuga marcadas
Preparadas para me guiar um tanto.

Quando esse dia chegar, assim, do nada

Estarei sentada com as mãos nas malas
onde estão guardados meus desejos.
Abjetos defeitos, pois como podem
existir desejos sem fé?

Se não me norteio, pois não há um norte;
Se vago a procurar coerência,
perdendo-me mais que me encontrando
no pátio destas abstinências

Se não me encontro com a felicidade

pois nela nem acredito, nem me fio
Resta somente uma colisão de rotas,
desvairadas, travando-se no frio.

Eu quero assim, a vida breve

E tão somente justa que o destino me couber
Na ilha isolada de medos e lutas
não há como resgatar os desejos sem fé.

AC



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