Leia! Há de ter a sensibilidade necessária e talvez até paciência para entender as linhas ou as entrelinhas. Há de ser puro de coração, para permitir que a poesia ou o texto o invada. Tal qual um aroma, você pode senti-lo, sorvê-lo, inundar-se, e pode até tocar as palavras, seduzindo-se pelas infinitas possibilidades de interpretações e beleza. Quisera todos tivessem a mente aberta e o espírito livre para isso!
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sexta-feira, 30 de agosto de 2013
A ILHA 2
Eu não quero assim, os dias poucos.
Roucos como pássaros sem canto.
E preciso das rotas de fuga marcadas
Preparadas para me guiar um tanto.
Quando esse dia chegar, assim, do nada
Estarei sentada com as mãos nas malas
onde estão guardados meus desejos.
Abjetos defeitos, pois como podem
existir desejos sem fé?
Se não me norteio, pois não há um norte;
Se vago a procurar coerência,
perdendo-me mais que me encontrando
no pátio destas abstinências
Se não me encontro com a felicidade
pois nela nem acredito, nem me fio
Resta somente uma colisão de rotas,
desvairadas, travando-se no frio.
Eu quero assim, a vida breve
E tão somente justa que o destino me couber
Na ilha isolada de medos e lutas
não há como resgatar os desejos sem fé.
AC
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