Leia! Há de ter a sensibilidade necessária e talvez até paciência para entender as linhas ou as entrelinhas. Há de ser puro de coração, para permitir que a poesia ou o texto o invada. Tal qual um aroma, você pode senti-lo, sorvê-lo, inundar-se, e pode até tocar as palavras, seduzindo-se pelas infinitas possibilidades de interpretações e beleza. Quisera todos tivessem a mente aberta e o espírito livre para isso!
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sexta-feira, 30 de agosto de 2013
DESVIOS
A beleza da palavras que me compromete
Que me revela
Que revela que não sei o que quero saber.
Mas sei.
Sei das noites geladas,
Dos dias surdos,
Dos domingos sem compaixão.
Eu sei.
Sei da brisa desejada
E do brilhos destes olhos,
marejados, tardios, escuros.
Quanta adjetivação.
Como elucidar uma vida?
Como retratar-se,
digo, pintar-se em autorretrato?
Não sei.
Tudo que sei vem da dor
que sinto
Talvez saiba, no fundo,
o quanto minto.
AC
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