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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

DESVIOS



A beleza da palavras que me compromete

Que me revela
Que revela que não sei o que quero saber.

Mas sei.


Sei das noites geladas,

Dos dias surdos,
Dos domingos sem compaixão.

Eu sei.


Sei da brisa desejada

E do brilhos destes olhos,
marejados, tardios, escuros.

Quanta adjetivação.


Como elucidar uma vida?

Como retratar-se,
digo, pintar-se em autorretrato?

Não sei.


Tudo que sei vem da dor

que sinto
Talvez saiba, no fundo, 
o quanto minto.

AC


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