Se tudo tenho e queixo por tão pouco
E o que resenho, em todas as paradas
É infiel retrato das minhas caminhadas
O que não há, dói como sonho louco
Se quero tudo e julgo tão pequeno
Ser necessário ter mais sempre e tanto
Vivo a respaldar humano desencanto
Ao não encontrar o tolo humor sereno
Pois ao acatar a insana criatura
Que vive a chorar eterna insatisfeita
Que vive a sina de temer por tudo
Passo a sentir-me tal caricatura
A perseguir uma felicidade eleita
Nunca encontrada, e vivo assim em luto.
AC
Nenhum comentário:
Postar um comentário