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segunda-feira, 18 de junho de 2012

VÍCIO




Por onde andas, inconsciente perdido,
Preso e esquivo de suas tentações narcisitas,
Da tua vontade de se deixar ver, tão escondido
Nas linhas frouxas reprimidas, retesamente escritas.
Para onde vão as ideias, no reduto aconchegado
dos sonhos? na angústia represada do que nada,
claramente, representam?
Ah!
Eu prefiro as palavras assim despejadas,
Bem tanto ou tão pouco pensadas
Na clareza dos conflitos!
Nestas passagens neuronais,
Teias indecifráveis vividas,
Escrevo meu inconsciente perdido
Resgato este elo esquecido
Na sã e louca consciência que, afinal,
não escrevo palavras,
Escrevo preces, prantos, vida!



AC

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