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sábado, 30 de junho de 2012

MINHA MÃE

Há algo de divino em você,
com todas as suas qualidades
e mesmo em suas imperfeições.
Reduto inquestionável das minhas horas de tristeza,
colo acolhedor que me protege e me norteia,
útero para o qual volto sempre que necessito
e que nunca me negou o doce mel de carícias.
Virtudes de uma verdade inquestionável;
o amor, às vezes maior do que posso abarcar,
a proteção louca e voraz das tigresas,
aquela que fez em mim caráter e correção.
Não posso nem lhe agradecer o que você me deu
pois sei como mãe que as mães tem essa dedicação
sobrehumana; agradecer seria minimizar
a candura maior e o destino sacerdotal de ser mãe.
Gostaria de ser a filha que você merece,
mas saiba que há um amor quente
e intensamente abrasador dentro do meu peito,
uma sólida admiração por você ser essa construtora de afetividades.
Com você, aprendi a ser uma mãe verdadeira.
Por favor, nunca, nunca me deixe,
pois mães são imortais, e você
é uma das razões da minha existência.
É simples assim: eu te amo!

Da sua filha
AC




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