
Cecília:
Tenho em
uma, a beleza congelada;
O coração a remar em barcos de sutil destino.
O coração a remar em barcos de sutil destino.
O destino
das águas, das preces e dos louvores.
A vida
centrada e as letras que se alinham
na poesia
como se delas já soubessem a forma.
Perfeitas!
Tão belas e aquietadas!
Florbela:
Tenho em
outra, a beleza enigmática;O coração naufragado no barco que se destroçou um dia.
O barco lamuriante, de sôfregas paixões ardidas.
A vida em um equilíbrio instável e as letras
embaralhadas dentre sentimentos e agitações.
Perfeitas! Tão belas e atormentadas!
ensanguentada?
Na divergência dos seus destinos poetizados,
O que as afasta é a mesma fatalidade que as une:
O sublime alcance das suas necessárias liberdades!
AC

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