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quinta-feira, 8 de maio de 2025

DONDE

 

Que é, para mim, o nosso amor?

É a tua carne, e como te quero,

desejo contínuo e insaciável.

E repetidamente desejando tua boca

e as carícias melindrosas e certeiras,

todo teu desejo retido em mim.

(E quero teus movimentos, coordenados,

como quero teus risos, refugiados).

No avançar de braços e pernas

me reténs num looping acelerado,

onde me arrastas e me contrarias,

e quando tudo enfim se passa, logo se reinicia.

Nesse pequeno paraíso privado, 

onde tudo é profano e também sagrado,

tu estás, consagrado!

Deitado em meu corpo,

ainda quente do amor, que só se delicia.


AC








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