Que é, para mim, o nosso amor?
É a tua carne, e como te quero,
desejo contínuo e insaciável.
E repetidamente desejando tua boca
e as carícias melindrosas e certeiras,
todo teu desejo retido em mim.
(E quero teus movimentos, coordenados,
como quero teus risos, refugiados).
No avançar de braços e pernas
me reténs num looping acelerado,
onde me arrastas e me contrarias,
e quando tudo enfim se passa, logo se reinicia.
Nesse pequeno paraíso privado,
onde tudo é profano e também sagrado,
tu estás, consagrado!
Deitado em meu corpo,
ainda quente do amor, que só se delicia.
AC
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