Eu preciso das dores mais que dos risos.
Para que me possuas em meus vícios,
em rescaldos lentos de paraíso.
Eu preciso das chagas que não se consolam
mas que me consomem,
combustão dos meus pensamentos livres.
Eu preciso da escuridão, pra me esclarecer,
entre versos e outras bobagens tristes.
Eu preciso das antíteses consagradas
em rodopios de leituras vivas, dolorosas,
aterradoras e apaixonadas.
Pois se na luz me vicio, no meu ócio, silencio,
na ausência das palavras frustradas.
AC
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