Em cada canto, há inconstância
De palavras sussurradas e levadas ao vento.
Em cada sítio, há inconsistência,
Nas longas estradas percorridas a tempo.
Em cada asilo, há intolerância
Na morte retida em todo momento.
E em cada gesto, incongruência
Paradoxos de vida em seu pleno sustento.
Em cada porto, há inobservância
De parte, do todo, cada movimento
E em todo lado, há impermanência...
Na obsoleta sorte das horas,
tua dor chora, mas recompõe-se,
e tu prossegues,
Sem pressa, fadiga ou lamento.
AC
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