Diz-me das tuas entregas,
Dos teus recalques, de onde a solidão
fala por ti.
Diz-me de teus sonhos todos pintados de rosa
Das flores que tu semeaste, qual pretendes a-colher
Diz-me da tua própria floração; pele renovada
que tenta deixar para trás tuas próprias
amarguras
Diz-me qual vinho tu és;
Da safra das uvas íntimas e doces,
colheita de uvas desejadas
Entendo que só se é
o que se é; o que se diz,
visualiza ou contempla.
E o que se deve ser dito
é quase um suicídio insano de se fazer ver
tão claramente,
admirável coragem de espírito.
AC
Nenhum comentário:
Postar um comentário